É importante dizer, antes de tudo, que o momento pré-viagem no Brasil foi bastante especial. Pude me reunir com grandes amigos de Campinas, grandes amigos de Teresina, e com quase toda a minha família. Pude olhar no olho de cada um e enxergar de verdade os votos de boa sorte na nova vida. Pude comer muita carne, pra já chegar aqui com uma reserva energética razoável.
Despedida sempre é um momento triste, mas essa em especial me deixou mais confiante, porque me fez perceber o grande porto-seguro que eu tenho.
Na saída de São Paulo, pude contar com a presença de grandes amigos solidários que ficaram por lá comigo até a hora de eu embarcar (José Afonso, Evaldo Cavalcante, Gisele Freitas, e Edmundo Bello – que só não esteve presente pela falta de espaço no carro). Não posso deixar de agradecer a vocês pelo grande companherismo e amizade que vocês demonstraram. Meu muito obrigado de verdade!
A viagem foi relativamente tranqüila. As aeromoças e os aeromoços insistiam em ficar falando alemão, mesmo sabendo que ninguém tava entendendo nada. E, de quando em vez, a duras penas, falavam inglês Não é possível que um vôo que saia do Brasil não conte com aeromoças que saibam se comunicar com um mínimo de português. <Mamãe e Papai, é bom que vocês tirem um tempinho pra estudar uma língua, porque senão a comunicação vai ficar meio complicada quando vocês vierem.. heheh>. Mas enfim! Foi o meu primeiro vôo internacional. O avião é extraordinariamente grande, com 10 cadeiras por fila, e umas 60 filas, no mínimo. Como não estava na primeira classe, as cadeiras eram bem apertadas, e não muito confortáveis pra agüentar as longas 12 horas de viagem. Não sei se é porque estávamos bem no final do avião, mas ele balançava muito! Muito mesmo! Muito diferente do que tinham me dito sobre esses vôos internacionais. Não tenho muito a dizer do vôo. A comida era ruim, mas dava pra comer. Enfim, voilá!
Chegamos em Frankfurt. O aeroporto é enorme, e é uma sensação um pouco estranha não entender nada do que tava escrito nos avisos ou sendo dito no microfone. Meu 1,5 ano de alemão não me ajudou muito naquela hora. Porém, era inadmissível sair da Alemanha sem pelo menos dar uma palavrinha em alemão. Dentro do avião que seguiria até Paris, quando o cara da comida estava passando, eu pensei cá comigo: essa é a hora. Tava morrendo de vontade de beber um suco de laranja, mas quem disse que eu lembrava como dizer suco de laranja em alemão? O jeito foi pedir a água mesmo, pois era a única palavra que me vinha à mente naquele momento: Wasser, bitte!
Chegamos em Paris. A mala de 2 dos nossos amigos extraviaram. Ficaram em Frankfurt, provavelmente. Fizemos uma viagenzinha dentro de Paris até chegar na estação que nos levaria à Vichy. Lá na estação, a voz da mulher avisando sobre os trens é exatamente a mesma que eu ouvia nas lições do livro de francês no Brasil. Muito engraçado isso!
Chegamos em Vichy. Pra falar um pouco dessa cidade vou fazer uma nova postagem.
Até mais!
